segunda-feira, 19 de março de 2012

Aventura


Noutro dia assistia ao Corujão do Esporte na Globo por pura falta de sono.
Mas me chamou a atenção uma frase do Erasmo Carlos dizendo que essa geração tem muito que se orgulhar por ter vivenciado, e ainda vivenciar, compositores que realizaram grandes coisas.
É fato, o Tremendão tem razão. Dos anos sessenta até a virada do século uma enxurrada de coisas boas está aí pra que todos achem a música parte de suas vidas.
E no meio dessa galera que sabe fazer música, existem aqueles que além dessa virtude conseguem cativar as platéias com um algo mais. É o caso do Eduardo Dussek.
Assisti ao DVD “Dussek é Show” e digo: é fantástico.
Diverte pela interação público-artista e pela qualidade das canções.
E dentre tanta coisa bacana destaco Aventura, e posto abaixo a parte do show em que além dessa obra da MPB o cara prova que é um autêntico showman...

Vale muito assistir

quarta-feira, 7 de março de 2012

Noite Divina




A noite de 30 de Abril de 1981 reunia dois encontros. Uma galera interessada na constelação de astros que se apresentariam no show do trabalhador, já que era véspera do dia do trabalho, e de um povo que queria o terror instaurado com bombas no carro prestes a causar uma tragédia.
O tiro que saiu pela culatra acabou marcando esse dia e pouca gente se lembra da beleza proporcionada pelos artistas e pelo público, alvos vivos da intolerância que se planejava dentro do Riocentro.
Vale lembrar que o show do trabalhador não era um movimento orquestrado por nenhum partido político e o desejo pela abertura total e por eleições diretas foi uma comoção social do começo dos anos oitenta.
O povo queria um negócio chamado liberdade, e, por isso, encontrava em refrões de canções populares da época uma razão pra dar seu grito de basta! Daí me lembrei do Ivan Lins e sua bandeira do divino.
Simplesmente espetacular!

Quatro anos depois durante o Rock in Rio (Primeira edição) muita gente ainda tinha na lembrança aquela noite de 30 de Abril e curtiu ao ar livre trechos de um hino religioso e fez a sua devida conotação política numa época em que a liberdade então surgiu.

Vale rever.

quinta-feira, 1 de março de 2012

En la Ciudad de la Furia


Soda Stereo, Buenos Aires, Argentina...
Não precisava outra frase pra definir esse momento.
Mas o Soda Stereo em seu ultimo concerto em 1997 liderado por Gustavo Cerati, que ainda resiste em coma depois de tanto tempo, realmente fez história.
Os acordes que seguiram embalados por uma multidão foram limpos e audíveis como sempre, mostrando que uma música como essa não se faz impunemente. É pra ficar pra sempre.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

O Dia em que a Música Morreu


Em 3 de fevereiro de 1959, um acidente com um avião de pequeno porte próximo a cidade de Clear Lake, Iowa, nos Estados Unidos, matou três pioneiros americanos de rock and roll: Buddy Holly, Ritchie Valens e JP "Big Bopper” Richardson, bem como o piloto Roger Peterson.
Os três faziam parte de uma turnê de Inverno que visava divulgar o Rock and Roll pelo país.
Muitas lendas rondam essa história, casos de artistas que não embarcaram por mera casualidade ou até sorteio, mas o que marcou, de fato, foi a grande perda de novos talentos que se firmavam no cenário da música naquele momento.
Este dia foi anos mais tarde chamado de o “Dia em que a Música Morreu” por Don McLean em sua canção "American Pie".
O acidente de avião também foi considerado como a maior tragédia que o movimento Rock and Roll sofreu na América do Norte.

Vale conferir o vídeo ao vivo gravado ano passado na cidade de Glastonbury por Don McLean e sua banda, provando que na verdade a sua música nunca morreu.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Ritos Finais de uma Trajédia



Hoje completam 16 dias em que os prédios desabaram na avenida Treze de Maio aqui no Centro do Rio.
Naquela noite de 25 de Janeiro a notícia correu o mundo.
O que se discute agora são as causas que levaram abaixo construções sem qualquer vistoria que há mais de sessenta anos resistiam ao descaso.
A mídia começa a perder o interesse e as pessoas esquecem. Porém, quem estava ao lado e foi testemunha de tudo vai guardar pra sempre, como também vai lamentar a forma como foram tratados alguns dos que perderam as vidas entre os escombros.
O trabalho realizado pela Prefeitura, a Defesa Civil e os Bombeiros foi deplorável.
O respeito com os mortos inexistiu e ainda com o pouco que resta a ser retirado inexiste. A idéia era desfazer a cena dantesca em quatro dias e assim se procedeu.
Por que não seguir o exemplo do que se fez no Japão com as vitimas dos seguidos terremotos ou até mesmo em locais de miséria absoluta como o Haiti?
Sem o menor critério corpos foram dilacerados pelas máquinas e restos mortais foram encontrados junto a um amontoado de entulho bem longe de onde tudo ocorreu. Entregaram as famílias pedaços de corpos para serem velados.
A ordem era limpar a sujeira para que os milhares de turistas que lotam a cidade às vésperas do Carnaval não ficassem diante de uma cena de caos. A mídia ignorou esse rito final...
Restam ainda pelas contas dos que comandam os trabalhos encontrar três ou quatro desaparecidos. O que foi mobilizado na Câmara de Vereadores ao lado em auxílio aos parentes que buscavam seus entes queridos do nada desapareceu.
E a pergunta persiste: onde estão os desaparecidos?
Talvez varridos como a sujeira política que assola este país pra dentro de um lixão qualquer nos arredores da cidade...