quarta-feira, 6 de abril de 2011

Loucas Horas


O Rock Progressivo Brasileiro dos anos 70 revelou muita gente boa.
Dá pra fazer uma lista aqui dos que vieram de bandas como O Terço, A barca do Sol, Som Imaginário, Joelho de Porco e outros. No meio dessa turma que aprendeu a tocar no tranco existia uma banda chamada Moto Perpétuo e de lá veio um cara de São Paulo chamado Guilherme Arantes.
Desde que emplacou seus sucessos nas trilhas sonoras de novelas, quando era conhecido como o “menininho da Globo”, algumas de suas músicas marcaram uma geração por aqui.
Ainda que alguns o achem brega, repetitivo, Guilherme Arantes compôs algumas pérolas que já voltaram á baila em muitas vozes nos anos posteriores a gravação original.
Coisas do Brasil é um clássico, e tantas outras ficaram gravadas de tal forma que é totalmente decifrável ouvir e ficar com ela na cabeça por vários dias.
Escolhi uma pra postar que me leva a um tempo muito bacana de seu último show ao vivo. Reparem na presença do guitarrista Wander Taffo (ex Rádio Táxi) num de seus últimos trabalhos em vida. Sonoridade perfeita!
Mesmo que não esteja no rol das preferidas, uma frase nessa letra me serviu de base num dia qualquer e até hoje insiste em ser importante: “te quero e o mundo, fica perfeito contigo...”

Loucas Horas

quinta-feira, 31 de março de 2011

O Fim do Mundo


Lázaro Ramos galã.
Sandy devassa.
Faustão magro.
Silvio Santos pobre.
Dilma fazendo omelete na Ana Maria Braga.
Tiririca na Comissão de Educação.
Maluf e Collor na Reforma Política...

Não era em 2012 o fim do mundo???"

terça-feira, 29 de março de 2011

P U L S E


Após a saída de Roger Waters era muito difícil imaginar que o Pink Floyd conseguiria subir ao palco e encarar essa turnê. Pois entre 1994 e 1995 comandados por David Gilmour os caras deram mostras de como se toca o rock and roll.
Essa gigantesca turnê que rendeu 59 shows e mais de cem milhões de dólares de arrecadação, gerou o álbum PULSE. Um disco que ganhou todos os prêmios possíveis e mostrou a uma geração o que aqueles “coras” podiam fazer numa apresentação.
Tudo que marcou a trajetória do Pink Floyd está presente no show.
Um estádio imenso; um palco gigantesco com produção, artes e efeitos de luz perfeitos; platéia atenta e encantada; músicos completamente cientes de si e soberbos em sua genialidade. Um mega-show, um mega espetáculo. Perfeito para gravar um CD ao vivo. Somando-se aos grandes clássicos, as músicas do “The Division Bell” mostram-se profundas e tocantes, composições que fazem jus à história do Pink Floyd.
Alguns rumores davam conta que Waters apareceria e retomaria a parceria com Gilmour o que não se confirmou.
Mas ainda assim essa é uma obra de arte. Tanto pela beleza do cenário ideal como pelo encarte do disco que vale ser colocado na estante.
Dentre tantas pérolas que fazem parte do álbum escolhi Wish You Were Here. Um clássico e na tradução literal do título talvez fique estampado o desejo de todos para que Roger Waters estivesse lá.

Aumenta que isso é Rock and Roll!

sexta-feira, 25 de março de 2011

Sou eu, assim sem você…


Outro dia me chamaram de saudosista por conta das relíquias com cheiro de naftalina que posto aqui. Mas que merda é essa? Pois é, eis a idéia!
No dia em que a velhice chegar e tiver a sorte de contemplar a vida numa cadeira de uma varanda, prefiro escutar uma bela canção que me mostre o tempo que deixei pra trás.
Então, coçando os colhões, com certeza vou ouvir ou assistir Simon & Garfunkel.
Algumas pérolas desses caras certamente cruzaram meu caminho algum dia.
Começaram cantando as canções folk tradicionais e as primeiras obras de Simon, como a conhecida "The Sound of Silence", já com as belas e características harmonias vocais da dupla. Como venderam muito pouco, Paul Simon foi tentar a sorte no circuito folk inglês e ao retornar à América em 1965, encontrou "The Sound of Silence", lançada em single, com acompanhamento de baixo, guitarra e bateria, já conhecida no circuito musical. A gravadora acrescentara estes instrumentos à gravação acústica de 1964 e tranformou-a num clássico do folk-rock.
Reencontrando-se com Garfunkel, Paul Simon entrou rapidamente em estúdio para gravar um novo álbum. Aproveitaram canções que Paul Simon vinha compondo de longa data e chegaram ao sucesso. Entre seus hits históricos estão: I am a Rock, Richard Cory, America, The Boxer, Cecilia, entre outras. Contribuíram com diversas canções para a trilha sonora do filme A Primeira Noite de um Homem (The Graduate), em 1968, em especial "Mrs.Robinson", que representou o auge do sucesso da dupla.
A relação de Simon & Garfunkel começou a desgastar-se. Seu último álbum, Bridge Over Troubled Water, de 1970, foi marcado por desavenças devido a diferenças artísticas entre ambos. A canção título foi um sucesso espetacular e a separação logo em seguida lamentada pelos fãs. Contudo, em meados dos anos de 1970, reataram a amizade e chegaram a colaborar mutuamente em músicas solo de cada um. Em 1981 reencontraram-se para um mega-concerto no Central Park de Nova York que foi assistido por cerca de 500.000 pessoas, rendendo um álbum duplo ao vivo.
Em 2004, após o aparecimento repentino de Paul Simon num show de Arthur (Art) Garfunkel, a crítica teceu inúmeros elogios a dupla que logo em seguida faria o show On Stage, o que rendeu um maravilhoso DVD muito procurado até hoje.
Dessa obra escolhi a música The Boxer.
Talvez a sonoridade brilhante e a voz afinada da dupla possam explicar o que eu quis dizer no início do artigo, ou ainda, comprovar que Simon & Garfunkel nasceram pra viver juntos.

quinta-feira, 24 de março de 2011

O Último Vôo do Zeppelin


Em 2007 esses caras subiram no palco outra vez.
Desta vez acompanhados do baterista Jason Bonham, que substituiu o pai, John Bonham, morto em 1980.
Dos quebra-quebras dos hotéis às noites em fúria, eles fizeram história.
E dezenove anos depois a cena se repete.
O que se viu no O2 Arena, em Londres, numa noite de Segunda-Feira tem duas conotações: deu aos mais jovens a chance de ver uma verdadeira Banda de Rock e todo seu estilo clássico, e aos contemporâneos a oportunidade de rever o que os olhos nunca esqueceram e nos ouvidos ainda ecoa.
Tudo a respeito do Led Zeppelin já foi dito.
Mas quando caras como Robert Plant, o guitarrista Jimmy Page e o baixista John Paul Jones resolvem bagunçar o coreto a coisa fica séria, então a eterna mistura entre o feeling do blues e a sonoridade das velhas canções celtas ganha um estilo inconfundível, onde um simples acorde é capaz de definir um som com alma.
Essa gravação é oficial.
Mas nada disso importa quando o Zeppelin está no palco, pronto pra partir para seu último vôo reconstruindo as suas escadarias para o céu.