Após ser chamada de gordinha pela mídia, Karen Carpenter entrou em parafuso.
Começou a abusar de dietas de tal forma que desenvolveu uma anorexia nervosa ainda no auge da fama, em meados dos anos setenta.
Seu irmão Richard sofria coma dependência de soníferos e por conta disso a dupla desistiu de shows e deixou de lançar discos.
Nada disso, porém, abalava o enorme sucesso dos Carpenters mundo afora.
Entretanto, era a tragédia anunciada...
Os problemas pessoais diminuíram as possibilidades de um retorno às paradas e Karen teve um casamento que não deu certo com Thomas Burris, a separação ocorreu um ano depois. Em 1982, Karen foi a Nova York procurar tratamento com o psicoterapeuta Steven Levenkrom para suas desordens alimentares decorrentes da anorexia nervosa, voltando naquele mesmo ano disposta a refazer sua carreira.
Ela rapidamente ganhou cinco quilos em uma semana, o que aumentou os danos a seu coração, resultado de anos de dieta e abusos, principalmente com a utilização de xaropes para induzir vômitos. Em quatro de fevereiro de 1983, Karen sofreu uma parada cardíaca na casa de seus pais em Downey e teve sua morte declarada no Hospital Memorial de Downey aos 32 anos.
Aqui tinha um fim à trajetória dessa dupla que cantou na Casa Branca.
Desde o final da década de sessenta suas músicas atravessaram gerações.
É comum ouvir os Carpenters e é muito gostoso sentir a voz melodiosa da menina do interior que um dia foi chamada de “a voz da América”.
O cinema tentou reproduzir a história da dupla. Um primeiro filme foi censurado por Richard em 1987 e um segundo dois anos depois, aprovado por ele e pela família com o título A História de Karen Carpenter gerou enorme audiência apenas na estréia.
Mas essa dupla nem precisou do cinema para se tornar eterna.
Aqui uma gravação de estúdio realizada em 1970 da música símbolo da dupla: “Close to you”.